Se estivesse vivo, Roberto Burle Marx completaria hoje 102 anos de idade. O artista plástico e paisagista esteve muito presente na história do Inhotim, e o Centro de Educação e Cultura que foi construído aqui recebeu o nome dele em homenagem a essa influência. Mas a presença de seu legado é percebida de uma forma curiosa por aqui: apesar de conterem várias marcas do trabalho de Burle Marx, nenhum dos jardins do Inhotim foi projetado por ele.
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| Vista aérea do Centro de Educação e Cultura Burle Marx, no Inhotim |
Muitos dos princípios utilizados pelo grande mestre paisagista foram incorporados ao paisagismo do Inhotim devido à influência que Burle Marx exerceu sobre Bernardo Paz, idealizador do Instituto e seu amigo pessoal. Um exemplo: não se vêem muitas flores no Inhotim. A idéia de dar mais ênfase às folhas vem do tipo de trabalho que Burle Marx realizava no intuito de criar jardins que se conservassem belos durante todo o ano, e não apenas na primavera, quando as flores desabrocham. O uso de "maciços", grupos com várias plantas de uma mesma espécie, também é uma característica do trabalho de Burle Marx, que inclusive gera interpretações que aproximam a sua obra paisagística à pintura.
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| O jardim próximo à obra By means of a sudden intuitive realization, de Olafur Eliasson, incorpora muitas das características do trabalho de Burle Marx |


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