Selecionamos os pontos altos da entrevista com referências importantes da vida e obra da artista.
“A menina conheceu os clássicos folheando a coleção “Gênios da Pintura” e ficou marcada pelas imagens - uma em especial , que mostra São Tomé com o dedo na ferida de Cristo, de Caravaggio (1571 – 1610), artista que rompeu com a tradição de só pintar o belo.”
“Adriana chegou a cursar Engenharia e desenho industrial antes de decidir-se pela arte, o que só aconteceria após assistir ao filme “Adeus às Ilusões”, em que a protagonista é uma escultura vivida por Elizabeth Taylor, com ideais libertárias e mãe solteira. Foi a primeira vez na vida que pensei: quero ser artista.”
“Passa um conhecido na calçada que acena para Adriana. Ela acena de volta e agora fala sobre série de pintura de saunas, à qual se dedica há dez anos. A memória mais remota que ela tem de sauna é de aos seis anos estar brincando no parquinho do clube e sair à procura da mãe que estava no vapor. Lá dentro, deparou com muitas mulheres peladas, corpos dos mais diversos. “Minha mãe era muito tradicional, nunca a tinha visto assim”. Trinta anos depois folheando um livro de arquitetura de Macau, Adriana deu de cara com uma foto de sauna. E a memória da cena do clube, que estava esquecida, ressurgiu. “A partir daí comecei a trabalhar essa memória e ampliar o repertório, que era ainda muito limitado; passei a visitar saunas. Em Paris, num bairro islâmico, foi à uma sauna subterrânea só para mulheres. “O Sedutor”, em tons de azul e proporção de tela de cinema, foi baseada nessa experiência. Em Budapeste, grávida de Catarina, ia quase diariamente aos banhos públicos, diz Adriana.”
“Catarina é fruto da sua união com o empresário Bernardo Paz, seu ex-marido e idealizador do Inhotim, centro de arte ao ar livre, em Brumadinho (MG), onde há um pavilhão dedicado às obras de Adriana. O público que passa ali se encanta e se assusta. Teve gente que jurou ter sentido o cheiro da carne pintada. Outros, levados por uma ilusão de ótica do reflexo da água da pintura, entraram literalmente na tela de sauna, chegando a rachar um pouco a tela.”
Confira o artigo completo do Valor Econômico aqui. E para conhecar todas as obras que estão expostas na galeria da Adriana Varejão no Inhotim, clique aqui.


0 comentários:
Postar um comentário